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Hiperdesinformação das redes revitaliza imprensa

  Josias de Souza  Em qualquer rodinha é muito fácil reconhecer um jornalista: é o que está falando mal do jornalismo. Nem sempre foi assim. Machado de Assis escreveu em 23 de outubro de 1859 uma crônica laudatória sobre a imprensa. Chama-se "A Reforma pelo Jornal''. Começa assim: "Houve uma coisa que fez tremer as aristocracias, mais do que os movimentos populares; foi o jornal''. A crônica de Machado, à época um jornalista com tenros 20 anos, festejava a ampliação dos domínios da palavra: "A imprensa, que encarnava a ideia no livro, (...) sentia-se ainda assim presa por um obstáculo qualquer; (...) abriu pois uma represa que a impedia, e lançou-se (...) ao novo leito aberto: o pergaminho será a Atlântida submergida''. Decorridos quase 164 anos, a palavra desbravou fronteiras que não cabiam nem mesmo na imaginação de um escritor como Machado de Assis. O texto rompeu a relação de dependência que mantinha com o papel de livros e jornais. Não bastas...

Fim de emergência abre batalha entre Brasil e ricos sobre vacina e pandemia

  Jamil Chade -  Colunista do UOL 05/05/2023 20h32 Atualizada em 05/05/2023 20h34 O  fim da emergência internacional da covid-19  abre uma batalha diplomática entre os governos do Brasil, de países emergentes e dos países ricos, na tentativa de criação de um novo tratado internacional que terá como objetivo criar uma base para que o mundo possa enfrentar uma futura pandemia de uma maneira mais eficiente. A gestão de  Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) já avisou que vai pressionar por um acordo que garanta acesso a vacinas e tratamentos, numa postura radicalmente diferente da atitude do governo de  Jair Bolsonaro  (PL) nos primeiros meses da pandemia. Hoje, depois de mais de três anos, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou o fim da emergência da covid. Segundo a agência, porém, a crise foi marcada por um fracasso da comunidade internacional em ter acesso a remédios, vacinas e informação sobre o surto. Para Tedros Gebreyesus, diretor-geral da O...

Carlos Bolsonaro recebeu R$ 130 mil em espécie em 16 anos; R$ 91 mil não têm origem

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Créditos: Reprodução TV Câmara Por  Henrique Rodrigues POLÍTICA  5/5/2023 · 17:21 Um laudo produzido pelo Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, do Ministério Público do Rio de Janeiro, vazado nesta sexta-feira (5), mostra que o vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recebeu de 2005 a 2021 depósitos em sua conta bancária, em dinheiro vivo, que somam R$ 129,5 mil, sendo que, deste total, R$ 91 mil não têm origem. Em 2009, Carluxo, como é apelidado, comprou um apartamento no bairro de Copacabana, na zona sul Rio, por R$ 70 mil, valor baixíssimo para o 12° metro quadrado mais caro da capital fluminense atualmente. Uma semana antes de fechar o negócio ele recebeu um depósito de R$ 10 mil em espécie sem a identificação do depositante. Enfrentando uma série de denúncias de “rachadinha” (crime de peculato) em seu gabinete, que consiste em tomar parte dos salários de funcionários, que muitas vezes são “fan...

Caráter explosivo da mulher de Mauro Cid preocupa aliados de Bolsonaro, diz jornal

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Bolsonaro e Mauro Cid. Créditos: Presidência da República (Alan Santos) Por  Raphael Sanz POLÍTICA  5/5/2023 · 13:03 hs A estratégia da defesa de  Jair Bolsonaro (PL)  para o processo que advirá do recente escândalo revelado de  fraudes em cartões de vacinação  está aparentemente traçada. Os advogados de Bolsonaro devem jogar no colo do tenente-coronel  Mauro Cid , apostando na fidelidade canina do ex-ajudante de ordens e braço-direito do ex-presidente, a culpa pelo caso, a fim desvincular o Jair do episódio. Mas o  caráter explosivo da mulher   de Cid  pode colocar tudo a perder. É o que diz a coluna de  Lauro Jardim  publicada nesta sexta-feira (5) no jornal  O Globo . Aliados de Bolsonaro expressaram ao colunista toda a preocupação que têm em relação a  Gabriela Ribeiro Cid  que, segundo eles, seria um  “barril de pólvora” . As fontes temem que Gabriela Cid exploda devido à enorme tensão que estaria passa...

AGU pede ao STF para mudar modelo de privatização da Eletrobras |

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   Metrópoles  Manoela Alcântara 05/05/2023 19:16, atualizado 05/05/2023 21:09 Hugo Barreto/Metrópoles A  Advocacia-Geral da União (AGU)  ajuizou, nesta nesta sexta-feira (5/5), ação no Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido liminar para que a Corte declare parcialmente inconstitucional dispositivos da Lei de Desestatização da  Eletrobras , a Lei nº 14.182/2021. O documento, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo AGU, Jorge Messias, pede à Suprema Corte que mude a parte da regra que proíbe acionista ou grupo de acionistas de exercer votos em número superior a 10% da quantidade de ações do capital votante da empresa. O governo alega que a aplicação imediata desses dispositivos às ações detidas antes do processo de desestatização representam grave lesão ao patrimônio e ao interesse públicos. A argumentação é que a União, mesmo após a desestatização da companhia, ocorrida em 2022, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL), em...