Lula cobra acordo sobre vacina e pandemia Lula participa de cúpula do G7; negociação vive impasse diante da recusa de países ricos de garantir acesso às vacinas

 A carta pede que os líderes mundiais concluam rapidamente o anexo PABS do Acordo sobre Pandemias da OMS, garantindo compartilhamento de patógenos, acesso justo a vacinas e tratamentos, respeito à soberania nacional e maior preparação para futuras pandemias. 

A convite do Presidente Emmanuel Macron, parto nesta tarde para a França. Lá, pela décima vez, representarei o Brasil na Cúpula do G7. Desejo um bom trabalho ao companheiro @geraldoalckmin_ , que assume a presidência até nosso retorno.


Principais pontos da carta

1. Lembrança da pandemia de COVID-19

  • A pandemia causou sofrimento global e milhões de mortes.
  • Hospitais ficaram superlotados e famílias perderam entes queridos.
  • A humanidade prometeu estar melhor preparada para futuras pandemias.

2. Acordo sobre Pandemias da OMS

  • Os países aprovaram o Acordo sobre Pandemias para fortalecer a prevenção, preparação e resposta a futuras crises sanitárias.
  • O acordo foi considerado um exemplo de cooperação internacional.

3. O que ainda falta: o Anexo PABS

  • Falta concluir o sistema de Acesso a Patógenos e Repartição de Benefícios (PABS).
  • O mecanismo prevê o compartilhamento rápido de amostras e informações genéticas de vírus e outros patógenos.
  • Em troca, os países que compartilham dados devem ter acesso justo a vacinas, tratamentos e testes desenvolvidos.

4. Sem o PABS o acordo não entra em vigor

  • O anexo é considerado a última etapa para que o Acordo sobre Pandemias passe a valer oficialmente.
  • Enquanto ele não for aprovado, o acordo permanece incompleto.

5. Três pedidos aos líderes mundiais

Pedido 1: Vontade política
  • Chefes de governo devem tratar a conclusão do PABS como prioridade.
  • Negociadores precisam ter flexibilidade para alcançar consenso.
Pedido 2: Equidade
  • Países que compartilham patógenos devem receber benefícios de forma justa.
  • O acesso a vacinas e medicamentos não pode ficar concentrado apenas nos países mais ricos.
  • A equidade deve estar prevista nas regras práticas do sistema.
Pedido 3: Urgência
  • Os líderes devem considerar 17 de julho como prazo final para concluir as negociações.
  • O mundo não pode adiar indefinidamente a preparação para futuras pandemias.

6. Questão da soberania nacional

  • Os autores afirmam que o acordo não retira a soberania dos países.
  • A OMS não poderá impor lockdowns, vacinação obrigatória ou restrições de viagem.
  • Essas decisões continuam sendo responsabilidade de cada governo.

7. Risco de novas pandemias

  • Cientistas estimam cerca de 25% de chance de uma nova pandemia ocorrer na próxima década.
  • Mudanças climáticas, alterações ambientais e avanços da biotecnologia aumentam os riscos.
  • Novos surtos podem surgir em qualquer região do planeta.

8. Impacto econômico da COVID-19

  • A pandemia teria causado até 20 milhões de mortes segundo estimativas citadas.
  • O FMI estima prejuízo superior a US$ 13 trilhões para a economia mundial.
  • Houve impactos em empresas, empregos, educação e cadeias de suprimentos.

9. Exemplo atual: Ebola

  • A carta cita surtos de Ebola em andamento.
  • Destaca que o mundo ainda enfrenta ameaças sanitárias reais e imediatas.

10. Apelo final

  • Os autores lembram conquistas globais como a erradicação da varíola e o combate à poliomielite, HIV, tuberculose e malária.
  • Defendem que concluir o acordo é o próximo passo natural da cooperação internacional em saúde.
  • Pedem que os líderes honrem a promessa feita às vítimas da COVID-19 e fortaleçam a proteção da humanidade contra futuras pandemias.

Resumo em uma frase

A carta pede que os líderes mundiais concluam rapidamente o anexo PABS do Acordo sobre Pandemias da OMS, garantindo compartilhamento de patógenos, acesso justo a vacinas e tratamentos, respeito à soberania nacional e maior preparação para futuras pandemias.

Patrícia_Avine

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