Nos quatro dias que antecederam a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro viveu sua própria via-crúcis telefônica.
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O roteiro começou no dia 13 de novembro de 2025, às 9h13, com um animado “Fala mermão! Bom dia! Pode atender?”. Sem sucesso, Flávio deixou uma chamada perdida no dia 14. No dia 15, após o banqueiro dar uma desculpa envolvendo trânsito e voo, o senador repetiu a ladainha: “Pode atender?”. O ápice da humilhação ocorreu no dia 16, véspera da prisão. Vorcaro usou a ida à igreja como justificativa para não falar, o que arrancou de Flávio uma declaração de lealdade digna de novela: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs”. No fim da tarde do dia seguinte, a única luz que Vorcaro viu foi a da Polícia Federal chegando, que o prendeu no Aeroporto de Guarulhos enquanto ele tentava fugir para o exterior.
O motivo da urgência, segundo as mensagens recuperadas, passava por dinheiro. Flávio cobrava repasses que, em tese, financiariam “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Mas a Polícia Federal investiga se a grana não foi usada para seu irmão conspirar contra o Brasil junto ao governo Trump nos Estados Unidos — traição que gerou o primeiro tarifaço.
E enquanto Flávio jurava estar com o “irmão” para sempre, o banqueiro estava mais preocupado em traçar seu plano de fuga do Brasil e enviar mensagens ao ministro Alexandre de Moraes questionando se precisava estar fora do país. Mais do que o ghosting e a humilhação de implorar para o bandido-Master do país lhe dar um “oi”, deve ter doído descobrir depois quem era o verdadeiro objeto de desejo de Vorcaro. Pois Flávio implorava pela luz de Vorcaro, que implorava pela luz de Moraes.
Atire a primeira pedra quem nunca ligou desesperadamente para alguém querido, esperando uma resposta. Nos quatro dias que antecederam a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro viveu sua própria via-crúcis telefônica. Segundo reportagem de Aguirre Talento, no jornal O Estado de S. Paulo, com base em dados extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro, o senador enviou mensagens, fez chamadas ignoradas e terminou pedindo ao banqueiro que lhe desse “uma luz”.
O roteiro começou no dia 13 de novembro de 2025, às 9h13, com um animado “Fala mermão! Bom dia! Pode atender?”. Sem sucesso, Flávio deixou uma chamada perdida no dia 14. No dia 15, após o banqueiro dar uma desculpa envolvendo trânsito e voo, o senador repetiu a ladainha: “Pode atender?”. O ápice da humilhação ocorreu no dia 16, véspera da prisão. Vorcaro usou a ida à igreja como justificativa para não falar, o que arrancou de Flávio uma declaração de lealdade digna de novela: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs”. No fim da tarde do dia seguinte, a única luz que Vorcaro viu foi a da Polícia Federal chegando, que o prendeu no Aeroporto de Guarulhos enquanto ele tentava fugir para o exterior.
O motivo da urgência, segundo as mensagens recuperadas, passava por dinheiro. Flávio cobrava repasses que, em tese, financiariam “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. Mas a Polícia Federal investiga se a grana não foi usada para seu irmão conspirar contra o Brasil junto ao governo Trump nos Estados Unidos — traição que gerou o primeiro tarifaço.
E enquanto Flávio jurava estar com o “irmão” para sempre, o banqueiro estava mais preocupado em traçar seu plano de fuga do Brasil e enviar mensagens ao ministro Alexandre de Moraes questionando se precisava estar fora do país. Mais do que o ghosting e a humilhação de implorar para o bandido-Master do país lhe dar um “oi”, deve ter doído descobrir depois quem era o verdadeiro objeto de desejo de Vorcaro. Pois Flávio implorava pela luz de Vorcaro, que implorava pela luz de Moraes.