Fachin pediu que André Mendonça retirasse parte do sigilo do caso Master, mas deixou nas mãos do próprio ministro decidir o que será revelado. O resultado reforça a suspeita de seletividade. E, em plena eleição, Mendonça ganha respaldo para escolher o que vem a público e o que permanece enterrado

 Fachin pediu que André Mendonça retirasse parte do sigilo do caso Master, mas deixou nas mãos do próprio ministro decidir o que será revelado. 


O resultado reforça a suspeita de seletividade. E, em plena eleição, Mendonça ganha respaldo para escolher o que vem a público e o que permanece enterrado.


O contraste é gritante. A investigação envolvendo Flávio Bolsonaro e os R$ 130 milhões pedidos a Daniel Vorcaro segue sob sigilo. Já quando o alvo foi Alexandre de Moraes, também acusado de se beneficiar de R$ 130 milhões, Mendonça cobrou respostas da PF em 72 horas e, dias depois, tornou o relatório público a um mês da eleição.

Antes disso, um relatório de 196 páginas sobre a relação de Vorcaro com Dias Toffoli ficou sete meses sem provocar a mesma urgência.
Para aliados ou colegas convenientes, gaveta, liturgia e silêncio; para adversários, holofote, vazamento e crise. Têmis, em vez de venda, parece usar um monóculo político.

Moraes precisa dar explicações sobre sua relação com Vorcaro. Mas Mendonça também precisa ser escrutinado. Se um ministro do STF escolhe quem proteger e quem expor, a Corte deixa de distribuir Justiça e passa a operar como diretório partidário de toga.

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