O debate sobre o fim da escala 6x1 não criou nada novo — só acendeu a luz.
leosakamoto O debate sobre o fim da escala 6x1 não criou nada novo — só acendeu a luz. E, com ela, apareceram velhos conhecidos: o desprezo pelo trabalhador pobre, a arrogância de quem nunca pegou três conduções às 4h da manhã e a ideia de que descanso é privilégio, não direito. Com 71% de apoio popular, a proposta expôs algo mais profundo do que divergência econômica: revelou um preconceito de classe que sempre existiu, mas agora perdeu o pudor. O que se viu foi influenciador (sic) chamando trabalhador de preguiçoso por querer descansar dois dias na semana, líder partidário questionando o que um pobre faria com tempo livre, um aumento no número de ataques vinculando o Bolsa Família à vagabundagem, juíza que ganha dezenas de milhares por mês falando que ela sim está em “regime de escravidão”, patrão negando descanso no Primeiro de Maio a trabalhadora afirmando que quando puder vai trocá-la por um robô. Nas redes, a exploração do 6x1 virou virtude, o cansaço virou exemplo m...