No mercado da cidade de Yiwu, há de tudo. É um mistério. Eletrônicos, perucas de todas as cores, botões de todos os tamanhos, zíper, máquinas de cortes de precisão, sutiã, cadernos, lápis, placas de carros de vários países, camisa do Messi, uniforme da seleção brasileira, bolas da Copa, material de publicidade para o regime no Afeganistão, burcas, o lenço histórico dos palestinos ou passaportes falsificados de dezenas de países. Há ainda material para pesca, calçados, relógios ou roupas de todos os tipos. O mercado também conta com decorações de Natal, para a Fiesta de los Muertos do México, crucifixos para as lojas do Vaticano, símbolos do islã para as mesquitas ou do judaísmo. Numa de suas alas, lojas vendem chaveiros de qualquer cidade do mundo, destinados a turistas que, ao desembarcar em Roma, Barcelona ou Paris, pensam estar levando lembranças daqueles marcos europeus. Todos “Made in China”. Yiwu se transformou nos últimos anos no maior mercado atacadista global do mundo, abastec...