Nesta noite, enquanto as estatuetas douradas são distribuídas no Dolby Theatre, a nossa torcida tem um sotaque pernambucano e um coração que bate no ritmo do frevo, do maracatu e do existencialismo maroto de Dona Sebastiana
Colunistas ICL - Lindener Pareto Jr. Que a Perna Cabeluda pirrace o Tio Sam Nesta noite, enquanto as estatuetas douradas são distribuídas no Dolby Theatre, a nossa torcida tem um sotaque pernambucano e um coração que bate no ritmo do frevo, do maracatu e do existencialismo maroto de Dona Sebastiana 15/03/2026 | 13h47 É noite de Oscar. O tapete vermelho, mais esticado que a paciência de cinéfilo brasileiro esperando reconhecimento, reluz sob os flashes de câmeras que custam mais do que o orçamento de muitos longas nacionais. O desfile de sorrisos ensaiados e discursos de agradecimento a agentes, cabeleireiros e, quiçá, a uma divindade conveniente, começa. A liturgia é familiar, um misto de premiação de colégio interno com o poderio de um império cultural em declínio, mas que ainda sabe montar um espetáculo. E, como em todo bom ritual, há uma ideologia subjacente, um evangelho não escrito que Hollywood prega há quase um século: o do Ameri...