Se o povo dorme, quem vai decidir?
Se o povo dorme, quem vai decidir?
O que é direito pode até sumir.SUS na mira, cuidado e atenção,
Farmácia Popular pode virar recordação.
E o Pé-de-Meia, quem vai sustentar?
Bolsa Família, quem vai preservar?
Casa financiada, universidade,
Instituto Federal, oportunidade.
Se o direito trabalhista perde o seu valor,
Quem vive do salário sente a pressão e a dor.
Se a escala aperta e o tempo vai embora,
Quem cuida da vida quando o trabalho devora?
Não queremos fim da esperança,
Nem retrocesso disfarçado de mudança.
Soberania não se vende no balcão,
Nem patrimônio público vira liquidação.
E quando a rachadinha vira tradição,
Quando a corrupção ganha outra dimensão,
Quando o interesse privado dita a direção,
É o povo que paga a conta no final da estação.
Não queremos censura, nem entreguismo,
Nem democracia virando autoritarismo.
Queremos direitos, justiça e liberdade,
Um país soberano, com dignidade.
Que ninguém transforme direito em favor,
Nem cidadania em promessa de vendedor.
Porque aquilo que o povo levou anos pra conquistar
Não pode ser tão fácil de desmontar.
