Flávio vai excluir beneficiários do Bolsa Família em 2 anos, diz coordenadora da campanha

 


Flávio vai excluir beneficiários do Bolsa Família em 2 anos, diz coordenadora da campanha

Coordenadora econômica da campanha defende período de transição para beneficiários conseguirem emprego ou abrirem um negócio
19/10/2026 | 14h01 

A coordenadora do núcleo econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o Bolsa Família passaria a ter um período de transição de dois anos para os beneficiários, caso o senador seja eleito presidente. Após esse prazo, as famílias seriam desligadas do programa, segundo a proposta apresentada pela equipe do candidato.

A declaração foi feita em entrevista à CBN Bahia, em meio à disputa do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Marques.

Ouça o áudio de Daniella Marques:


Segundo a coordenadora, a proposta pretende estimular a entrada dos beneficiários no mercado de trabalho e incentivar o empreendedorismo. A equipe de Flávio Bolsonaro também prevê a criação de um Ministério da Prosperidade, que seria responsável por oferecer crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas.

“O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, acrescentou.

A proposta ainda depende de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e não representa uma mudança nas regras atualmente em vigor.

Bolsa Família teve reajuste de 15% em setembro

Relançado pelo governo Lula em março de 2023, o Bolsa Família é uma das principais políticas sociais da atual administração.

Em setembro deste ano, o governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15,04% no valor mínimo do benefício, que passou de R$ 600 para R$ 691. Foi o primeiro aumento desde a retomada do programa.

Os pagamentos de outubro, primeiros a incorporar os novos valores, terão calendário unificado a partir de quarta-feira (21), conforme anunciado pelo governo nesta segunda-feira.

Para receber o Bolsa Família, a família precisa ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa, manter os dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico) e cumprir as exigências relacionadas à saúde e à educação.

Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias foram atendidas pelo programa em todo o país.

Além do valor mínimo de R$ 691, o benefício prevê pagamentos adicionais que podem ser acumulados conforme a composição familiar:

  • R$ 173 por criança de até 6 anos;
  • R$ 58 por gestante;
  • R$ 58 por criança ou adolescente de 7 a 17 anos;
  • R$ 58 por bebê de até 6 meses.

Como funciona a regra de proteção atual?

O Bolsa Família já possui um mecanismo para evitar que famílias percam imediatamente o benefício após um aumento de renda.

Pela chamada regra de proteção, famílias que ultrapassam o limite de R$ 218 mensais por pessoa podem continuar recebendo parte do auxílio, desde que a renda individual não supere R$ 706.

Nesses casos, o pagamento é reduzido para 50% do valor anteriormente recebido e pode ser mantido por até 18 meses.

O objetivo é permitir uma transição gradual para famílias que conseguem emprego ou aumentam seus rendimentos, considerando que a melhora da situação financeira nem sempre garante estabilidade imediata.

A proposta apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro prevê um prazo de dois anos e a possibilidade de retorno automático ao programa caso a tentativa de inserção no mercado de trabalho ou de abertura de um negócio não tenha sucesso.

Ainda não foram detalhados os critérios de desligamento, as condições para o retorno ao benefício nem a forma como a eventual nova regra seria aplicada às famílias que atualmente recebem o Bolsa Família.

https://iclnoticias.com.br/economia/equipe-de-flavio-bolsonaro-propoe/

Raio-X do Bolsa Família em SP: Quais cidades mais recebem o benefício no estado?

São Paulo e Bahia lideram o ranking nacional de famílias assistidas pelo Bolsa Família, concentrando juntos quase 5 milhões de lares beneficiários. Mas você sabe quais são os municípios paulistas que mais demandam esses repasses e outros auxílios do Governo Federal?
Embora o estado de São Paulo seja o motor econômico do país, a imensa população de suas regiões metropolitanas e as vulnerabilidades em áreas periféricas fazem com que o território concentre mais de 2,2 milhões de beneficiários.
Abaixo, revelamos quais cidades paulistas lideram o volume de pagamentos e onde o valor médio por família é o mais alto.

O Top 5 das cidades com mais beneficiários em SP (Números Absolutos)
Como o número de beneficiários tende a acompanhar o tamanho da população, as grandes metrópoles e os municípios da Região Metropolitana de São Paulo lideram o ranking de famílias atendidas:
São Paulo (Capital): É a campeã isolada não apenas no estado, mas também no Brasil. A capital paulista atende mais de 630 mil famílias, totalizando quase 2 milhões de pessoas dependentes do programa (cerca de 14% a 15% da sua população total).

Guarulhos: A segunda cidade mais populosa do estado também ocupa a segunda posição em repasses, com cerca de 99 mil famílias assistidas.

Campinas: Principal polo do interior paulista, registra mais de 51 mil lares integrados ao programa social.

São Bernardo do Campo: No coração do Grande ABC, o município soma mais de 35 mil famílias beneficiárias.

Itaquaquecetuba: Fechando o "Top 5", a cidade da região do Alto Tietê atende mais de 34 mil lares vulneráveis.

Onde estão os maiores valores médios por benefício?
O valor mínimo do Bolsa Família é fixado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), mas o tíquete médio pago por município varia de acordo com a composição de cada família (como a presença de gestantes, bebês e crianças que geram benefícios adicionais).
Curiosamente, os maiores valores médios por família não estão nas grandes cidades, mas sim em pequenos municípios do interior de São Paulo:
Essas localidades chegam a registrar benefícios médios consideravelmente superiores à média nacional.

Outros Benefícios: O Impacto do BPC em São Paulo
Além do Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) possui um peso enorme no suporte social do estado. O programa injeta bilhões de reais mensalmente na economia paulista para amparar mais de 920 mil pessoas, divididas entre:
  • Idosos (com mais de 65 anos): Representam cerca de 55,8% dos recebedores do BPC no estado.
  • Pessoas com Deficiência (PCD): Equivalem a 44,2% das concessões.

O Contraste Social do Estado
Especialistas apontam que a forte presença desses programas federais em São Paulo reflete duas realidades. Por um lado, mostra o tamanho do desafio social nas periferias das grandes cidades e em municípios com menor atividade industrial. Por outro, atua como um importante motor econômico local, já que os valores recebidos são integralmente convertidos no comércio de bairro, movimentando supermercados, farmácias e serviços básicos.
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