Ciro Nogueira, que sobreviveu aos escândalos do Mensalão e da Lava Jato, não vai chorar se outras bombas continuarem caindo na estrada de Flávio Bolsonaro

 Com 134 milhões de razões para agradecer, Ciro Nogueira ganhou alguns dias de sossego quando as revelações do Intercept Brasil sobre o pedido milionário de Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro desviaram os holofotes da investigação da PF que mira uma suposta mesada de até R$ 500 mil ao senador em troca de favores ao Banco Master.


Na GloboNews, Flávio minimizou a ideia de ter o amigo como vice, concordou que Ciro responderá por acusações graves e, num esforço para se descolar dele, disparou: “Não misturem alhos com bugalhos. Estão comparando lata com diamante.” Ficou no ar a dúvida cruel: quem é a lata e quem é o diamante?

Ao ser questionado sobre a emenda pró-Master apresentada por Ciro, Flávio lavou as mãos: “O que eu tenho com isso?” Em Brasília, muita gente leu a cena como abandono em plena estrada, sem triângulo, sem macaco e sem amizade.

Só que o descanso do presidente do PP evaporou de novo com a Operação Sem Refino, que resgatou o entorno de Ciro ao noticiário policial. Jonathas Assunção, que foi o número dois de Ciro Nogueira na Casa Civil na gestão de Jair Bolsonaro, teria recebido R$ 1,3 milhão da Refit. A empresa pertence a Ricardo Magro, apontado como o maior sonegador do país.

Ciro Nogueira, que sobreviveu aos escândalos do Mensalão e da Lava Jato, não vai chorar se outras bombas continuarem caindo na estrada de Flávio Bolsonaro, pelo menos por enquanto, se isso lhe trouxer paz. Já que o amigo não o quer mais como carona...

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